Massacration? Bom mesmo é Dream Evil!

Por Pricila Reis Franz em 19. Oct, 2006 | Música | 1 Comment

Curte Massacration? E Dream Evil, você já ouviu? Então assista ao último clipe, “Fire! Battle! I Metal!“. Vai dizer que não é o Massacration gringo? ;-) )

Pricila Reis Franz (Twitter)

Descobrindo Secos e Molhados

Por Pricila Reis Franz em 18. Oct, 2006 | Música | No Comments

No Rio Grande do Sul usamos usamos a expressão “me caiu os butiás do bolso” quando ficamos embasbacados com alguma coisa. Foi o que aconteceu comigo. Confesso que, somente hoje (sempre é tempo!), descobri a genialidade dos Secos e Molhados (na pessoa do Ney Matogrosso, óbvio!). Já achava interessante antes, mas agora, conhecendo melhor a história e o contexto em que esse grupo surgiu, passei a admirar ainda mais! Imagina se apresentar do jeito que eles se apresentavam no tempo da ditadura? Como resume  Luiz Carlos Maciel:
“Se, naquele tempo, uma nave-mãe tivesse pousado, por exemplo, na Praça dos Três Poderes em Brasília e despejasse através de suas portas alguns alienígenas, ela não teria causado tanto impacto, uma perplexidade e um maravilhamento que pudesse rivalizar com os provocados pelo grupo Secos & Molhados. “

Caso não conheça, vá atrás. Garanto que não vai se arrepender!

PS: O rebolado do Ney põe a Shakira no chinelo… Veja se não estou falando a verdade no Youtube

Pricila Reis Franz (Twitter)

Mario Bros existe

Por Pricila Reis Franz em 17. May, 2006 | Música, olhar pelo mundo | 6 Comments

Lembram-se do Mario Bros? Pois aqui estão dois vídeos que comprovam que ele e sua turma realmente existem e ainda tocam numa banda. Muito engraçado!!!

Pricila Reis Franz (Twitter)

Clipe: Convicted in Life – Sepultura

Por Pricila Reis Franz em 15. May, 2006 | Música | 2 Comments

Vejam em primeira mão, o novo clipe do Sepultura, “Convicted in Life”. I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!

Pricila Reis Franz (Twitter)

The Raconteurs

Por Fabiano Franz em 06. Apr, 2006 | Música | 3 Comments

The Raconteurs

Esse é o nome da nova banda de Jack White (The White Stripes) e Brendan Benson. Para acessar o site oficial e ouvir as músicas (destaque para “Steady As She Goes”), clique aqui!

Show do U2

Por Pricila Reis Franz em 21. Feb, 2006 | Música | 2 Comments

Novidades, shows memoráveis ….

Em primeiro lugar, o site não está sendo atualizado porque o lugar onde estamos morando desde o início do ano não tem internet banda larga (estamos atualmente num dos mais lindos lugares de Floripa). Ano Novo, Vida Nova….

Em segundo, que me perdoem os Rolling Stones e seus fãs (sim, concordo que o show foi histórico pela multidão e pelos “senhores idosos” esbanjando juventude e vigor, dando um banho em muita bandinha nova), mas o que foi o show do U2?

Ainda estou extasiada, em estado de choque. Isso que vi só pela televisão. Vários momentos marcantes: a palavra COEXISTA (construída com os símbolos das religiões mulçumana, judaica e cristã), que foi e sempre vai ser uma palavra-chave para os integrantes da banda (e espero que para os fãs também); Bono com os olhos vendados como um fanático religioso cego caminhando e acendendo uma bomba; cantando como o Pavarotti em Miss Sarajevo (!), o momento acústico só voz e violão; Larry tocando batera no meio do povo; Bono tocando batera, violão, interagindo com os fãs, falando (tentando!) em português, sempre com extrema simpatia e, finalmente, o rosário no pedestal, simbolizando a oração (através da música, do show) que havia terminado naquela noite; um pedido de paz, amor, tolerância, vida:

“Até quando cantaremos essa canção?”


Simplesmente fantástico, sem palavras… Pena que eu não estava lá!!

PIERCING, SOCIEDADE ANESTESIADA E DOR

Por Pricila Reis Franz em 02. Jan, 2006 | Música, literatura | 1 Comment

 

PIERCING, SOCIEDADE ANESTESIADA E DOR

18/08/2006 21:13

 

Ouvindo a música “Piercing” de Zeca Baleiro, lembrei-me de um texto que li recentemente do português João Barrento, “Receituário da dor para uso pós-moderno”. Nele, o ensaísta afirma que a sociedade cala-se frente à dor, vive anestesiada, ou, como o compositor também afirma: 
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove
dont’t tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha
matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
- lugar de ser feliz não é supermercado
Vivemos numa cultura que perdeu a capacidade do luto, de enfrentar e superar a perda. Vivemos a geração que ganha tudo, que fala sobre tudo, numa verborragia superficial 
todo mundo sabe tudo todo mundo fala
mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la
que se contrapõe ao silêncio sobre a morte, sobre o sofrimento: “O homem civilizado olha para o mundo, o mundo está em estado de dor quase permanente, e em vez de responder com um lamento (como terá feito nas origens a natureza, antes de perder a fala), fica em silêncio” (p. 70). Temos a obrigação de sermos eternamente felizes. Não que tudo seja perfeito. Pelo contrário: estamos tão hiperexpostos às calamidades, aos horrores, à fome, miséria e guerra, que ficamos indiferentes, anestesiados:
tire o seu piercing do caminho 
que eu quero passar com a minha dor
Resta ao artista, em qualquer das artes (literatura, pintura, música, etc), ser novamente a “antena” da sociedade: 

pra elevar minhas idéias não preciso de incenso
eu existo porque penso tenso por isso insisto
são sete as chagas de cristo
são muitos os meus pecados
e captar toda essa dor excluída da nossa pretensa felicidade: “… outros exemplos ocorrem, na pintura e na poesia, que confirmam como, na sociedade da exclusão da dor, esta (ou a sua consciência crítica) emigrou para a arte. (…) Nestes casos (…), a nossa pós-modernidade literária e artística cria espaços em que a dor é, não excluída, não travestizada nem espectralizada, mas serenamente convocada: e a arte mostra então como ela é uma parcela inalienável da condição humana. Como quase sempre, é a arte, e não a sociedade, a revelar essa consciência.” (p. 80-81). Num tempo que parece ter alguma dificuldade em entender que a dor, a infelicidade, são dolorosamente necessárias ‘neste nosso mundo que se arrisca a afogar-se numa maré de instruções para ser feliz’, o poeta fala sobre a escassez, escombros, misérias. Como Barrento diz, que o indivíduo tenha o “direito a construir a sua própria infelicidade.” (p. 81). Ou, como o compositor Zeca:
satanás condecorado na tv tem um programa
nunca mais a velha chama
nunca mais o céu do lado
disneylândia eldorado
vamos nós dançar na lama 
bye bye adeus gene kelly
como santo me revele como sinto como passo
carne viva atrás da pele aqui vive-se à mingua
não tenho papas na língua
não trago padres na alma
minha pátria é minha íngua
me conheço como a palma da platéia calorosa
eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta
eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar
mas a minha mente boquiaberta
precisa mesmo deserta
aprender aprender a soletrar

Que esse seja um manifesto à dor, ao luto, à tristeza. Que cada um possa ter suas perdas e seja aceito assim. Chega de ilusão, de silicone, de sucesso garantido ou seu dinheiro de volta. E “que mais não seja, para não ir na onda.”, na onda do ensaísta… 

Saudações, 

Pricila Reis Franz
(segue abaixo a letra completa)

Piercing

 

Zeca Baleiro

 

Composição: Zeca Baleiro

tire o seu piercing do caminho 
que eu quero passar com a minha dor 2X 

pra elevar minhas idéias não preciso de incenso
eu existo porque penso tenso por isso insisto
são sete as chagas de cristo
são muitos os meus pecados
satanás condecorado na tv tem um programa
nunca mais a velha chama
nunca mais o céu do lado
disneylândia eldorado
vamos nós dançar na lama 
bye bye adeus gene kelly
como santo me revele como sinto como passo
carne viva atrás da pele aqui vive-se à mingua
não tenho papas na língua
não trago padres na alma
minha pátria é minha íngua
me conheço como a palma da platéia calorosa
eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta
eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar
mas a minha mente boquiaberta
precisa mesmo deserta
aprender aprender a soletrar

Refrão

não me diga que me ama
não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete
mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias
nosso plano de seguro cobre a sua carência
eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove
dont’t tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha
matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
- lugar de ser feliz não é supermercado

Refrão

o inferno é escuro não tem água encanada
não tem porta não tem muro
não tem porteiro na entrada
e o céu será divino confortável condomínio
com anjos cantando hosanas nas alturas 
onde tudo é nobre e tudo tem nome 
onde os cães só latem
pra enxotar a fome 
todo mundo quer quer
quer subir na vida 
se subir ladeira espere a descida
se na hora “h”o elevador parar
no vigésimo quinto andar der aquele enguiço
- sempre vai haver uma escada de serviço

Refrão

todo mundo sabe tudo todo mundo fala
mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la
quem não quer suar camisa não carrega mala
revólver que ninguém usa não dispara bala
casa grande faz fuxico
quem leva fama é a senzala
pra chegar na minha cama
tem que passar pela sala
quem não sabe dá bandeira
quem sabe que sabia cala
liga aí porta-bandeira não é mestre-sala
e não se fala mais nisso mas nisso não se fala

Pricila Reis Franz (Twitter)

Cai Água…

Por Pricila Reis Franz em 12. Nov, 2004 | Música | No Comments

CAI ÁGUA…

Chuva. Dia chuvoso. Dormir. Na cama, no chão. Não sair de casa. Muita água. Deus chorando? Alegria ou tristeza? Nascimento ou milhares de mortes? Vento e chuva. Proteção. Insatisfação. Por ironia, este dia chuvoso me fez relembrar (por que será?) dessa música que eu adoro:

Segue o seco
Marisa Monte (as cifras estão na seção música)
A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
sem sacar que o espinho é seco
sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino seca
Ô chuva vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você
Ó chuva preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoado céu
Pode ser coco derramando

Ancinav X Censura

Por Pricila Reis Franz em 25. Aug, 2004 | Música, olhar pelo mundo | 3 Comments

Ancinav X Censura? Oh, não!…

A GENTE PENSA QUE É LIVRE PRA FALAR TUDO QUE PENSA, MAS…

My humble opinion about ANCINAV…

Na verdade, nem tenho muito o que dizer. Acredito que a ANCINAV é uma boa para organizar e respresentar o mídia brasileira. Contudo, a questão de “fiscalização” também me deixou preocupada… Para mim, o nosso querido Gabriel, o Pensador, em “Se Liga Aí”, resume todo o nosso temor de volta à censura (espero que ele não se importe de usar a letra de sua música nessa situação, mas ela reflete o que já está começando a acontecer – novamente…no Brasil):

A gente pensa que vive num lugar onde se fala o que pensa.
Mas eu não conheço esse lugar.
Eu não conheço esse lugar!
A gente pensa que é livre pra falar tudo que pensa mas a
gente sempre pensa um pouco antes de falar!

Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se ligalize a liberdade de expressão!
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a opção!

Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer! Diz!
Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só dizer.
Você também tem que fazer! Faz!
Porque você só vai saber se o final vai ser feliz
depois que tudo acontecer.
E depois a gente pensa.
E depois a gente diz.
E depois a gente faz… o que tiver que fazer!
O que tiver que fazer!

….
Deixe ele chorar em paz.
Cada um sabe o que fez.
Deixa o tempo dar um tempo.
Cada coisa de uma vez.
Deixa ele sorrir depois.
Deixa ela sorrir também.
O que é que tem demais cada um ser dois ou três?

Diz o que cê quer dizer, fala o que cê quer falar,
faz o que cê quer fazer, pensa o que cê quer pensar!
Fala o que cê quer falar, diz o que cê quer dizer,
pensa o que cê quer pensar, faz o que cê se quer fazer!

Liberdade relativa não é liberdade.
Liberdade atrás da grade não é positiva.
Liberdade negativa é negar a verdade.
Liberdade de verdade é vida, viva, viva!

Viva, viva, viva, viva!
Viva, viva, viva!
Live, live, live, live!
Live, live, live!
Vida, vida, vida, vida!
Vida, vida, vida!
Livre, livre, livre, livre!
Livre, livre, livre!

10000 Maniacs

Por Fabiano Franz em 01. Jun, 2004 | Música | No Comments

10000 Maniacs
Você conhece esta banda / artista e gostaria de escrever uma sinopse para ser publicada aqui? Então envie-nos, se o texto for aprovado seu nome será incluído nos créditos!

Discografia:

Human Conflict Number Five – 1982
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Secrets of I Ching – 1983
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The Whishing Chair – 1985
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In My Tribe – 1987
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Blind Man’s Zoo – 1989
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Our Time in Eden – 1992
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MTV Unplugged – 1993
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Hope Chest – 1995
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Love Among the Ruins – 1997
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The Earth Pressed Flat – 1999
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Campfire Songs – 2004
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Time Capsule (dvd) – 2004
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