O Diabo é o Pai do Rock – artigo na Revista Ciberteologia

Por Pricila Reis Franz em 14. Jan, 2010 | Música, PriBi, literatura | 2 Comments


Se você está curioso em saber sobre o que vai tratar a minha tese de doutorado, aqui vai uma “prévia”: foi publicado meu artigo “O Diabo é o pai do rock: a imagética do Mal na música estrangeira” na Revista Ciberteologia, n. 27, da editora Paulinas.

Venom - Metal Black

São tantas capas diabólicas que fica difícil escolher uma só...

Novamente posto alguns trechos para aguçar seu interesse:

Este artigo analisa como se apresenta a imagem do Diabo na música, em especial no rock de língua inglesa, amparado pelo referencial teórico sobre teopoética, em particular, nas obras de Nogueira, Cousté e Messadié.

A música sempre esteve relacionada ao âmbito do sagrado (por sua evocação ao sentimento, ao sublime). Os anjos entoam hinos de louvores a Deus, Davi cantava e dançava no templo. O “Coisa-Ruim”, eterno macaco, imitador (ou, como diz Zeca Baleiro, cover) de Deus, não poderia deixar de ter seus seguidores também no âmbito musical.

Antes do rock, alguns músicos foram associados ao demônio: Paganini e Robert Johnson, por exemplo. Contudo, nenhum movimento musical esteve tão diretamente relacionado ao mundo das trevas como o rock. Com sua origem no contexto pós-guerra, entre 1950 e 1960, o rock se tornou símbolo da rebeldia juvenil, contestando a moral da sociedade e valorizando os vícios. A associação com o satanismo foi quase imediata.

Assim, desde suas raízes o rock sempre foi associado de uma forma ou de outra ao ocultismo. Mesmo que não associado diretamente à adoração ao Demônio, o rock tem sido frequentemente acusado de incitar a rebeldia contra os costumes e sistemas vigentes, de valorizar o hedonismo, o individualismo, e de despertar sentimentos violentos nos jovens. Valorizar o prazer e o divertimento sempre esteve relacionado ao mal. A vida terrena deve ser de desterro, um vale de lágrimas, para que, com o sofrimento, se possa merecer o céu eterno. Por isso, durante muito tempo no Cristianismo o riso e o prazer foram relacionados ao satânico e infernal: “Por toda parte, o Demônio dirige esse triste concerto; os divertimentos não são dons de Deus, mas do Diabo”.

Com as acusações já existentes algumas bandas resolveram levar a polêmica adiante, propositalmente ou não. As letras das canções de rock possuem, então, uma ampla ligação com o diabólico, reafirmando seus conceitos, sua rebeldia ao “bem”, ou descrevendo a própria essência do “mal”. O presente artigo priorizará a última categoria, analisando de que forma a figura do “Cão” é apresentada nas composições. Conforme Frye, em O código dos códigos, “o objetivo acadêmico é o de ver o que algo significa, e não o de aceitá-lo ou rejeitá-lo”.

Observa-se que há inúmeras músicas relacionadas ao Malévolo, sendo uma tarefa exaustiva selecionar apenas algumas para análise. Optou-se por destacar as que foram consideradas as mais significativas e que demonstravam um aspecto diferente do Maligno. Além disso, o campo de pesquisa foi restringido a canções produzidas fora do Brasil, buscando um olhar generalizado produzido por roqueiros do mundo. Dessa maneira, é possível notar que não há apenas uma forma de apresentar o “Tisnado” nas canções, mas várias formas: desde o “anjo de Luz decaído” ao bestiário medieval e até à personificação humana, sábia, elegante e melancólica, que pactua com Fausto.

Confira o artigo na íntegra aqui e dê sua opinião.

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2 Comentários

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  2. wesley says:

    leia isso é do seu interesse!!!

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