Meu e-book: Mapas do Acaso

Por Pricila Reis Franz em 31. May, 2010 | E-Books, Música, PriBi, literatura | 1 Comment

Para quem se interessa por rock e música, acabou de sair meu primeiro e-book, “Mapas do Acaso – as canções de Humberto Gessinger sob a ótica contemporânea”, distribuído pela Gato Sabido por apenas R$ 2,00. Segue o resumo do livro:

Essa obra traz uma análise dos aspectos da canção, no ambiente do rock brasileiro surgido na década de 80, mais especificamente através das composições de Humberto Gessinger (líder da banda Engenheiros do Hawaii) que, juntamente com outros artistas, marcaram e colaboraram para a formação da mentalidade da geração desta década. Questões como o tratamento da forma “canção”, um panorama sobre rock (brasileiro), bem como sobre os aspectos culturais da contemporaneidade presentes em sua obra (fragmentação do sujeito,crise de identidade, provisoriedade, descanonização) e a temática do eu perante a cidade comprovam que suas canções possuem um lirismo raramente encontrado no rock. Sua obra musical traz um retrato da sociedade brasileira das gerações de 80 e 90, em especial, da juventude, questionando sua identidade, suas referências, sua posição perante a metrópole e o quadro político-social mundial.

E-book: Mapas do Acaso

E-book: Mapas do Acaso

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A imagética do Mal no heavy metal

Por Pricila Reis Franz em 26. May, 2010 | Música, literatura | 2 Comments


Hoje (26/05/2010) fiz uma apresentação na Mesa-Redonda sobre Teopoética, na IV Semana Acadêmica de Letras da UFSC sobre a imagética do Mal na música (parte da minha pesquisa de doutorado). Para quem não pôde ir (ou foi e quer ler/ouvir com mais calma a apresentação), coloquei os slides e as músicas on-line. Aproveitem!

O Diabo é o Pai do Rock – a imagética do Mal no heavy metal

Aqui está o link para as músicas: Download – 82 MB

Mais tarde vou colocar o vídeo da apresentação gravado por um colega. Espero que gostem e, por favor, comentem!

Caso tradutório: O Menino do Pijama Listrado

Por Pricila Reis Franz em 25. Jan, 2010 | Tradução, filme, literatura, livro | 23 Comments


The Boy in the Striped Pajamas

The Boy in the Striped Pajamas

Li no final do ano passado o livroO Menino do Pijama Listrado” (The Boy in the Striped Pajamas, 2006) de John Boyne, com tradução de Augusto Pacheco Calil, Cia. das Letras (2007).

Sem entrar no mérito da história (que já criou alguma polêmica), gostaria de apontar duas soluções tradutórias no texto que me chamaram a atenção.

O livro apresenta os horrores do Holocausto pelo ponto de vista muito (mas muito mesmo!) inocente de uma criança. Aliás, só aos poucos descobre-se que se trata desse tema, pois o protagonista (um garoto alemão de 9 anos chamado Bruno) não toma conhecimento do que está acontecendo no país, ouve apenas trechos dos acontecimentos (que servem para o leitor se ambientar), não sabe o que é um “judeu” e não consegue pronunciar corretamente certas palavras: “Der Führer” e “Auschwitz”.

Como o texto original é inglês, o menino diz “The Fury” (tradução, “A Fúria”) e “Out-With” (“Além, Fora”). Os significados dessas expressões trazem muitas interpretações, afinal, muito se pode escrever sobre Hitler associado à fúria, e Auschwitz como “além e fora” da realidade de Bruno… Além disso, o escritor chegou a declarar que sua intenção era de que o livro tratasse de qualquer campo de concentração, para adicionar universalidade à experiência de Bruno…

Bom, como não li o livro no original, e sim sua tradução em português, como foi resolvida essa questão? No primeiro nome foi fácil, o tradutor optou por “O Fúria”. Tem uma sonoridade parecida com “The Führer”, e ficou fiel ao original em inglês, apenas trocando o artigo, o que remete à maneira como alguns imigrantes e descendentes alemães falam por aqui. Agora a segunda expressão ficou mais complicada. O tradutor optou pela sonoridade, abandonando de certa forma o significado original: “Haja-Vista”. Confesso que só lá pela metade do livro é que me dei conta de que essa era a forma como o garoto se referia a “Auschwitz”. E fiquei muito curiosa de saber o que fez o tradutor alemão, que palavras escolheu (se alguém souber, por favor, escreva).

Em DVD

Em DVD

Enfim, tudo isso para demonstrar que nem sempre o tradutor pode ou deve seguir o original. É necessário encontrar soluções satisfatórias para o público ao qual se destina o texto. Caso você queira fazer algum comentário sobre este caso, deixe seu recado abaixo!

Em 2009 foi lançado um filme de mesmo título, baseado no livro.

Caso tenha interesse, clique aqui para comprá-lo.

Maria Magdalena/Madalena na música: luxúria e paixão – Ciberteologia

Por Pricila Reis Franz em 14. Jan, 2010 | Música, PriBi, literatura | 1 Comment


Aproveitei o embalo dos temas Religião X Música X Literatura e escrevi um outro artigo, sobre Maria Madalena, com o título:  “Maria Magdalena/Madalena na música: luxúria e paixão” na Revista Ciberteologia, n. 27, da editora Paulinas.

Maria Madalena - Primeira testemunha da ressurreição de Cristo

Depois de Dan Brown, "Maria Madalena" virou sinônimo de polêmica

Seguem alguns trechos:

O presente trabalho pretende apresentar a transição de Maria Magdalena/Madalena dos Evangelhos a personagem na música contemporânea.

Maria Magdalena/Madalena (ou de Magdala) é a figura feminina mais citada no Novo Testamento, até mais do que a Virgem Maria. Sempre se fala da mulher de quem Jesus expelira sete demônios e que passou a pertencer ao grupo de mulheres que o acompanhavam e prestavam assistência com seus bens. Além disso, é personagem importante na ressurreição de Cristo (é a primeira pessoa que o vê ressuscitado).

Com tamanho destaque nas Escrituras, essa personagem logo chamou a atenção dos estudiosos. Infelizmente, com o passar dos anos, sua imagem foi sendo modificada, deturpada. Testemunha da ressurreição e discípula, sábia, companheira de Jesus descrita nos Evangelhos apócrifos (que pregavam o gnosticismo), a imagem construída no Ocidente de Maria Magdalena/Madalena não está nas Escrituras. Na realidade, é uma união de três personagens femininos descritos nos Evangelhos em uma só mulher: Maria de Magdala, de quem Jesus expulsou sete demônios, que o seguiu até o Calvário e testemunhou a ressurreição; Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro; e a pecadora anônima que lavou os pés de Jesus na casa do fariseu Simão.

Assim, partindo da união desses vários elementos existentes nos Evangelhos canônicos e apócrifos, constituiu-se na Idade Média uma veneração de Maria Magdalena/Madalena como pecadora arrependida. Gregório Magno, bispo de Roma, efetiva essa imagem ambivalente e contraditória de Maria Magdalena/Madalena tomando os acontecimentos como realizados por uma personagem só.

Desde então, Maria Magdalena/Madalena foi vista como símbolo da Igreja, misto de santa e pecadora, definida pela fraqueza e pelo amor, pintada com as cores do pecado (da carne). No início do século XII, o abade Geoffroi compôs um sermão dirigido aos monges intitulado “Em nome da bem-aventurada Maria Magdalena/Madalena”. Nessa homilia, Maria Magdalena/Madalena passa de meretriz (ideia baseada no Evangelho de Lucas), de famosa pecadora, a gloriosa pregadora.

Na Idade Média, então, ocorre a transposição da imagem de Maria Magdalena/Madalena de mulher rica, nobre e devotada a Cristo para a imagem de uma criatura portadora do mal e dilacerada pela mortificação, constituindo um modelo ideal feminino mais humano que o vigente até então, o da Virgem Maria, e também representando um papel simbólico fundamental em todas as iniciativas de recuperação de mulheres “perdidas”.

Essa imagem confusa atravessou séculos e ganhou ainda maior força nos últimos anos, com o lançamento de várias obras literárias referentes à personagem, e, em particular, do livro de Dan Brown, O Código Da Vinci. Na música não poderia ser diferente. É possível observar nas canções o interesse sempre crescente por essa personagem bíblica tão confusa, polêmica e apaixonante.

Dessa forma, a imagem mais comum que se encontra nas composições é a de Maria Magdalena/Madalena como símbolo do pecado da paixão, da luxúria, uma santa muito próxima do povo.

Leia o artigo na íntegra aqui e dê sua opinião.

O Diabo é o Pai do Rock – artigo na Revista Ciberteologia

Por Pricila Reis Franz em 14. Jan, 2010 | Música, PriBi, literatura | 2 Comments


Se você está curioso em saber sobre o que vai tratar a minha tese de doutorado, aqui vai uma “prévia”: foi publicado meu artigo “O Diabo é o pai do rock: a imagética do Mal na música estrangeira” na Revista Ciberteologia, n. 27, da editora Paulinas.

Venom - Metal Black

São tantas capas diabólicas que fica difícil escolher uma só...

Novamente posto alguns trechos para aguçar seu interesse:

Este artigo analisa como se apresenta a imagem do Diabo na música, em especial no rock de língua inglesa, amparado pelo referencial teórico sobre teopoética, em particular, nas obras de Nogueira, Cousté e Messadié.

A música sempre esteve relacionada ao âmbito do sagrado (por sua evocação ao sentimento, ao sublime). Os anjos entoam hinos de louvores a Deus, Davi cantava e dançava no templo. O “Coisa-Ruim”, eterno macaco, imitador (ou, como diz Zeca Baleiro, cover) de Deus, não poderia deixar de ter seus seguidores também no âmbito musical.

Antes do rock, alguns músicos foram associados ao demônio: Paganini e Robert Johnson, por exemplo. Contudo, nenhum movimento musical esteve tão diretamente relacionado ao mundo das trevas como o rock. Com sua origem no contexto pós-guerra, entre 1950 e 1960, o rock se tornou símbolo da rebeldia juvenil, contestando a moral da sociedade e valorizando os vícios. A associação com o satanismo foi quase imediata.

Assim, desde suas raízes o rock sempre foi associado de uma forma ou de outra ao ocultismo. Mesmo que não associado diretamente à adoração ao Demônio, o rock tem sido frequentemente acusado de incitar a rebeldia contra os costumes e sistemas vigentes, de valorizar o hedonismo, o individualismo, e de despertar sentimentos violentos nos jovens. Valorizar o prazer e o divertimento sempre esteve relacionado ao mal. A vida terrena deve ser de desterro, um vale de lágrimas, para que, com o sofrimento, se possa merecer o céu eterno. Por isso, durante muito tempo no Cristianismo o riso e o prazer foram relacionados ao satânico e infernal: “Por toda parte, o Demônio dirige esse triste concerto; os divertimentos não são dons de Deus, mas do Diabo”.

Com as acusações já existentes algumas bandas resolveram levar a polêmica adiante, propositalmente ou não. As letras das canções de rock possuem, então, uma ampla ligação com o diabólico, reafirmando seus conceitos, sua rebeldia ao “bem”, ou descrevendo a própria essência do “mal”. O presente artigo priorizará a última categoria, analisando de que forma a figura do “Cão” é apresentada nas composições. Conforme Frye, em O código dos códigos, “o objetivo acadêmico é o de ver o que algo significa, e não o de aceitá-lo ou rejeitá-lo”.

Observa-se que há inúmeras músicas relacionadas ao Malévolo, sendo uma tarefa exaustiva selecionar apenas algumas para análise. Optou-se por destacar as que foram consideradas as mais significativas e que demonstravam um aspecto diferente do Maligno. Além disso, o campo de pesquisa foi restringido a canções produzidas fora do Brasil, buscando um olhar generalizado produzido por roqueiros do mundo. Dessa maneira, é possível notar que não há apenas uma forma de apresentar o “Tisnado” nas canções, mas várias formas: desde o “anjo de Luz decaído” ao bestiário medieval e até à personificação humana, sábia, elegante e melancólica, que pactua com Fausto.

Confira o artigo na íntegra aqui e dê sua opinião.

Podcasts – Freelance, Tradução, Idiomas, Cultura e Tecnologia

Por Pricila Reis Franz em 02. Dec, 2009 | Tecnologia, Tradução, literatura, português | 2 Comments


Recentemente descobri o valor de um podcast. Sabe aquela hora em que você está preso em um engarrafamento, na fila de um banco, esperando uma consulta? Essa é a hora excelente de ouvir um podcast (ou ler um ebook, mas isso é assunto para outro post) em seu dispositivo móvel (mp3 player, celular, smartphone, ipod, etc). Então resolvi compartilhar alguns dos podcast que escuto, separados por interesse:

Línguas – Inglês:
Better @ English – lições de inglês.
English as a Second Language – para aprender ou melhorar seu inglês.
BBC World Service – Grammar Challenge – para melhorar a gramática de inglês.
BBC World Service – 6 Minute English – lições rápidas para situações do cotidiano.
BBC World Service – Talk About English – para melhorar os conhecimentos em gramática, vocabulário e compreensão.
English Roxxx – dicas de inglês a partir de comentários de músicas, em português.

Línguas – Espanhol:
Coffee Break Spanish – lições de espanhol para principiantes (Radio Lingua Network).
Learning Spanish – aprendendo espanhol em situações práticas.

Línguas – Português:
Folha Online – Dicas de português com Thaís Nicoleti.

Financeiro:
Dinheirama – Dicas sobre planejamento financeiro, bolsa de valores, investimentos.

Literatura e Cultura em geral:
Escriba Café – podcast do escritor Christian Gurnet. História, magia, literatura e cultura.
Audioblog – podcasts de literatura.

Freelance e Tradução:
FalaFreela! – excelente podcast com muitas dicas para as mais diversas situações pelas quais passa o profissional autônomo.
Freelance Radio – Painel de experts com dicas para freelance.
Speaking of Translation – dicas sobre tradução (em inglês).

Ciências, Tecnologia e Mobilidade:
PapoTech – onde você fica sabendo de tudo o que acontece no mundo da tecnologia.
Podsemfio – A tecnologia móvel no dia-a-dia, por Bia Kunze (a Garota Sem Fio).
TED Talks – Technology, Entertainment, Design.

Espero que goste dessa seleção. Resta saber se, mesmo considerando os intermináveis engarrafamentos, filas, salas de espera e afins, haverá tempo suficiente pra escutar tudo isso. Caso assine algum outro podcast que ache interessante, compartilhe com a gente!

I am: teopoética e rock na Revista Ciberteologia

Por Pricila Reis Franz em 26. Oct, 2009 | Música, PriBi, literatura | No Comments


Este final de semana que passou trouxe algumas surpresas. A primeira: finalmente saiu a data de inscrição para o doutorado na UFSC, então preciso correr para preparar toda a documentação.

Capa do cd e dvd BE - Pain of Salvation

Capa do cd e dvd BE - Pain of Salvation - o mito cíclico de Deus

A segunda e mais interessante foi descobrir, em meio a algumas pesquisas na internet sobre Teopoética, que meu artigo intitulado “I am”: o Verbo encarnado nas canções de Be, do Pain of Salvation (enviado para avaliação em julho de 2008) foi publicado na Revista Ciberteologia n. 22, da editora Paulinas.

Fiquei muito feliz em ver mais um artigo meu publicado. Por que algumas publicações simplesmente não dão retorno aos autores sobre a publicação ou não de seu material?

Enfim, ficou curioso com o título? Eis aqui alguns trechos, para aguçar ainda mais:

A Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos, o best-seller dos best-sellers. Embora nem sempre seja lida, quando as pessoas a lêem é por motivos religiosos. Essa é a sua razão de ser. E mesmo quem não a lê, conhece boa parte de seu conteúdo. Como afirma MILES, “Muita gente no Ocidente não acredita mais em Deus, mas a crença perdida, assim como uma fortuna perdida, tem efeitos duradouros.” (2002, p. 13)

Por toda essa sua influência (que vai da cultura popular a Dante Alighieri, John Milton, Franz Kafka a José Saramago, entre outros), a Bíblia também pode e deve ser lida como literatura. Esse é um conceito novo, desenvolvido principalmente nas duas últimas décadas, com um crescente interesse nas qualidade literárias desses textos.

Segundo GABEL e WHEELER, isso significa “considerar a Bíblia como consideraríamos qualquer outro livro: um produto da mente humana.” (1993, p. 17).

Por isso, a leitura da Bíblia nos tempos atuais, longe de desaparecer, está ganhando cada vez mais vigor, amparada pela crítica literária, antes tida como irrelevante aos estudos bíblicos. “A Bíblia é inquestionavelmente uma extraordinária obra de literatura, e o Senhor Deus um personagem dos mais extraordinários.” (MILES, 2002, p. 27). Essa nova concepção da Bíblia como obra de força e autoridade literária, digna de estudos estilísticos ganhou o nome de Teopoética.

Com esse novo vigor nos estudos literários, pode-se ampliar a Teopoética também para a música (e outras artes), pois o que está em jogo é o Sacro e o Belo. Assim como a literatura está intimamente ligada aos textos religiosos, também a música busca sua fonte de inspiração na Bíblia. Os textos religiosos ajudaram a compor magníficas obras da música clássica e perspassa por toda a produção musical contemporânea. O rock não é diferente.

O presente artigo pretende então a partir do viés da Teopoética, fazer um estudo comparativo entre a imagem bíblica de Deus e sua criação, com a mitologia contemporânea deste Ser, descrita nas canções do álbum Be, do grupo sueco de metal progressivo Pain of Salvation.

O álbum reconstrói mito de Deus sob um novo enfoque, partindo principalmente da ciência moderna. O mito está interligado com a história, ciências, teologia, literatura, pois também depende dos jogos de linguagem. Todo mito faz referência a uma realidade, a uma verdade e, por isso, “os mitos têm vida longa, ao menos alguns deles. Que o saibamos ou não, permanecem vivos, bem próximos de nós.

Então, que Deus é descrito no mundo, na mitologia cristã, impregnada em nosso dia-a-dia? A primeira imagem que temos de Deus na Bíblia é o criador: ”No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gen 1,1, 1997, p. 49). É Todo-Poderoso, onisciente, onipresente, interfere na vida do povo escolhido e multifacetado. É a origem de toda a virtude, sabedoria, misericórdia, justiça, paciência, amor e força e, ao mesmo tempo, terrível, juiz, severo, ciumento, distante, violento, arbitrário e caprichoso.

Em contrapartida, o Deus do Be é uma entidade ciente, mas que não interage com a humanidade. Busca respostas sobre sua origem através da criação de seres à sua imagem e semelhança. Como tem origem no rock e metal progressivo, o álbum é conceitual, num movimento cíclico, com base em diversas teorias, como os fractais – termo matemático para repetição de padrões ao infinito: Deus busca no homem suas respostas, que por sua vez, busca respostas sobre sua origem criando novos deuses (como por exemplo, o dinheiro). Ao não encontrar respostas, Imago (a Humanidade) busca sem encontrar Animae (Deus) e revolta-se contra ele e contra seu mundo. A destruição da criação segue-se à destruição de Deus. Como um último recurso, a humanidade envia tudo o que sabe e suas indagações para o universo, que acaba tomando consciência e tornando-se uma nova entidade. É a criação de um novo Ser, reiniciando o ciclo sem fim:

“BE” (Chinassiah)
Prologue
01. Animae Partus (“I am”)

I am…
I am…
I am…
I was not, then I came to be. I cannot remember NOT being, but I may have traveled far, very far, to get here.
Maybe I was formed in this silent darkness, from this silent darkness, BY this silent darkness. To become is just like falling asleep; you never know exactly when it happens – the transition, the magic – and you think, if you could only recall that exact moment of crossing the line – then you would understand everything. You would see it all.
Perhaps I was always, forever here… and I just forgot? I imagine Eternity would have that effect – would cause a certain amount of drifting – like omnipresence would demand omniabsence.
Somehow I seem to have this predestined hunger for knowledge; a talent for seeing patterns and finding correlations. But I lack context.
Who I am? In the back of my awareness I find words: I will call myself… GOD – and I will spend the rest of forever trying to figure out who I am

Gostou deste início? Confira o artigo na íntegra aqui e dê sua opinião.

Novas Bibliotecas Digitais – Brasiliana e British Newspapers

Por Pricila Reis Franz em 01. Jul, 2009 | E-Book, literatura | No Comments

Duas novas bibliotecas digitais foram notícia recentemente: a Brasiliana e a British Library (em inglês).

Brasiliana tem sua origem na biblioteca (formada durante 80 anos) doada por José e Guita Mindlin para a USP em 2006 e já foram digitalizados quase 3 mil documentos para consulta gratuita. De acordo com o site da biblioteca,

Biblioteca Digital Brasiliana - USP

Biblioteca Digital Brasiliana - USP

Com o seu expressivo conjunto de livros e manuscritos, a Biblioteca Mindlin é considerada a mais importante coleção do gênero formada por um particular. São cerca de 17.000 títulos, ou 40.000 volumes: obras de literatura brasileira (e portuguesa), relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia (estampas e álbuns ilustrados) e livros de artistas (gravuras).

British Library, por sua vez, lança a seção British Newspapers. , com mais de 2 milhões de páginas de jornais, abrangendo de 1800-1900. Entre os títulos, encontra-se por exemplo o Examiner e o Daily News. É possível ordenar a busca em ordem crescente/decrescente de data e também buscar de acordo com uma região do país. A busca é gratuita (por enquanto, existe a opção “Only free content”, para demonstração), mas 100 downloads em 24 horas custa US$11,40.

Biblioteca Digital Mundial da Unesco

Por Pricila Reis Franz em 06. May, 2009 | E-Book, Música, Tecnologia, arte, filme, literatura, livro, olhar pelo mundo | No Comments

A Biblioteca Digital Mundial – BDM (World Digital Library) é um site com acesso público e gratuito que disponibiliza mais de 4,6 milhões de materiais raros e únicos, manuscritos, mapas, livros raros, filmes, jornais, documentos sonoros, partituras, pinturas, gravuras e fotografias de todas as partes do mundo. Inicialmente é possível acessá-la em sete idiomas (árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, português e russo).

Mapa do Brasil, 1850 - só uma "provinha" do material da BDM

Mapa do Brasil, 1850 – só uma “provinha” do material da BDM

A BDM foi desenvolvida pela UNESCO junto com a equipe da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, além do apoio técnico e a contribuição de várias bibliotecas e organizações culturais. É a terceira maior biblioteca digital, só atrás do Google Book Search e da biblioteca virtual Europeana

Entre os tesouros culturais do acervo estão reproduções das mais antigas grafias e fotografias raras da América Latina. Junto com a criação da biblioteca há uma campanha de mobilização que pretende captar até o final do ano cerca de 60 países associados.  O objetivo é ter 10 milhões de itens escaneados até 2010. Para acessá-la, clique aqui.

Pricila Reis Franz (Twitter)

Sony Reader e GoogleBooks

Por Pricila Reis Franz em 08. Apr, 2009 | E-Book, literatura | 1 Comment

Sony Reader e GoogleBooks

O Google disponibilizou na internet cerca de 500 mil livros que podem ser baixados gratuitamente pelo leitor de e-books da Sony. Com a novidade, o Sony Reader ultrapassa o Kindle, da Amazon, em quantidade de livros oferecidos aos seus usuários, com uma biblioteca de 600 mil títulos.

Os livros disponíveis estão livres de direitos autorais, ou seja, foram publicados pela primeira vez há mais de 80 anos. Por isso, seu download será gratuito.

O material já pode ser baixado na internet em formato PDF. O Google fornecerá esse conteúdo para o Sony Reader em formato de publicação eletrônica (EPUB), permitindo que as linhas da imagem se adaptem melhor a telas menores.

Segundo a porta-voz do Google, Jennie Johnson, a companhia planeja ampliar e facilitar o máximo possível o acesso aos livros digitais. “Nossa meta é oferecer qualquer livro, em qualquer lugar, a qualquer hora e para qualquer dispositivo”, ela assegurou, “Queremos colaborar com qualquer um que compartilhe esse objetivo.”

Sony Reader x Kindle

Em fevereiro, a Amazon lançou a segunda versão do Kindle, o seu leitor de livros eletrônicos. A diferença entre o serviço e o Sony Reader é que o Kindle não precisa ser conectado ao PC para baixar novos e-books. Os livros podem ser baixados pela rede 3G da Sprint Nextel e algumas outras redes wireless da Europa e Ásia.

Fonte: Olhar Digital

Pricila Reis Franz (Twitter)